terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sobre manifestos, imprensa e o não jornalismo de verdade.

Então, sou de Montes Claros e há alguns dias a população realiza manifestos contra a aatual administração. o #FORATADEU já ocupou até o TTBr [pra quem é de twitter]. Enfim, sou graduada em jornalismo e percebi um grande descaso da imprensa para com os atuais acontecimentos em minha cidade. Independente de partidos, de não ser, ou ser adepta ao movimento, publico este texto questionando o papel da imprensa em nossa cidade. Então encontrei esse texto que achei de grande valia publicar. Então leiam:

Jornalismo Covarde - Essa pegou mal Inter TV - por Aderbal Carapina (cidadão de Montes Claros)

JORNALISMO COVARDE - ESSA PEGOU MAL, INTERTV.

Neste sábado, 19/02 foi realizada em Montes Claros uma manifestação popular, que, segundo a polícia militar, contava com cerca de 4.000 pessoas.

A manifestação tinha por mote “FORA TADEU”. O povo, cansado dos descalabros e caos generalizado na administração municipal, se manifestou em pacífico, limpo, apartidário e organizado protesto, que foi elogiado pela Polícia Militar, que não registrou um só caso de desordem, depredação ou prisão.

Os manifestantes reclamavam a presença da tv local – INTERTV Grande Minas – que registrou de forma apenas passageira e sem destaque a manifestação do dia anterior.

Os manifestantes, neste sábado, gritavam palavras de ordem, cobrando, entre outras coisas, a cobertura dos eventos.

A INTERTV NÃO REGISTROU O EVENTO... LAMENTÁVEL!

Assisti ao jornal vespertino e vi, entre chocado e revoltado, reportagens com temas amenos, como o da importância de um guardião de piscina. “Reportagem” de quase 5 minutos dos 20 de duração do jornal.

Liguei para a TV para saber porque não houve a cobertura de um evento de tanta magnitude, se considerado o tamanho da cidade e a importância do evento, sem dúvida maior do que o tema sobre guardião de piscina. Fui informado por uma funcionária do setor de “jornalismo” (aspas e minúsculas mesmo, porque JORNALISMO de verdade é diferente) que os repórteres tiveram medo de registrar, pois os manifestantes pareciam hostis.

Ora... Observem que até mesmo a PM elogiou a organização e pacifismo do protesto, mas, abstraindo este fator, fiquei pensando se uma afiliada da TV Globo, que tem em seus quadros excelentes JORNALISTAS como Ari Peixoto, que cobre as manifestações no Egito, onde vários JORNALISTAS foram agredidos; se a TV Globo, que tem um programa chamado PROFISSÃO REPÓRTER, que mostra reportagens corajosas; Se a TV Globo, que tem JORNALISTAS como Pedro Bial (antes do BBB) que registrou a queda do muro de Berlim; se a TV Globo que tem jornalistas do porte de um Ernesto Paglia, que me lembro de ter visto de capacete e colete à prova de bala cobrindo conflitos no Oriente Médio; se a TV Globo que ainda outro dia teve um helicóptero com jornalistas atingido por balas de bandidos cariocas, apoiaria a postura profissional e "jornalística" de uma sua afiliada que inaugura o JORNALISMO COVARDE, em oposição clara a uma linha jornalística considerada corajosa e isenta.

O povo gritava, perguntava, cobrava e afirmava: “INTERTV, CADÊ VOCÊ? A PREFEITURA COMPROU VOCÊ!”.

A funcionária garantiu que eles não são comprados. Falar é fácil, mas a prova, toda a rede ficou devendo, já que a maior evidência de que não são comprados seria ter coragem de filmar e veicular os protestos. (nem cobro investigar e denunciar. Sou um cara tolerante).

A população cobrava, perguntava CADÊ VOCÊ? Não seria mais efetivo dizer, ESTAMOS AQUI! VAMOS COBRIR!

Não seriam agredidos. A manifestação foi pacífica, a Polícia estava presente, daria cobertura caso fosse necessário, mas não seria.

A INTERTV GRANDE MINAS não respondeu, não provou. FICOU DEVENDO! Colocou mais dúvidas ainda na cabeça da população que, entre outras coisas, reclama do caos da saúde, dos desvios de verbas, do caos das avenidas, que a julgar pelos buracos, terá que ver seu direito constitucional de ir E vir, transformado em direito de ir OU vir, pois se for ou vier, pode se arrebentar em um dos milhares de buracos que enfeiam e prejudicam a cidade.

O interessante é que a INTERTV veicula uma nota (paga?) da prefeitura falando sobre seus motivos de realizar as demissões que realizou. A nota tem em suas entrelinhas a afirmação, que soa irônica - “aos insatisfeitos resta o direito democrático de protestar”.

Todos os políticos têm, sem dúvida, quem goste e que não goste deles, mas quando parte expressiva da população se manifesta em ato público, o político deveria refletir, e não ironizar em notas pagas ou “twitando”, como o prefeito de Montes Claros faz. Collor não refletiu. Permaneceu em sua postura arrogante. CAIU! Antes de cair, teve JORNALISTAS corajosos que denunciaram o que devia ser denunciado, que cobriram manifestações do povo, que, enfim, não tiveram medo.

AQUI NÃO É ASSIM!

Resta ao povo o Ministério Público, que investiga as várias evidências de falcatruas e má versação do dinheiro público.

Jornalismo corajoso investiga, cobre, denuncia e divulga.

AQUI NÃO É ASSIM.

INTER TV, CADÊ VOCÊ?

A PREFEITURA COMPROU VOCÊ???

JORNALISMO COVARDE - EU NÃO ASSISTO MAIS.

ADERBAL CARAPINA – CIDADÃO DE MONTES CLAROS

sábado, 8 de janeiro de 2011

O mau elemento

Eu olho pra sua tatuagem e pro tamanho do seu braço e pros calos da sua mão e acho que vai dar tudo certo. Me encho de esperança e nada. Vem você e me trata tão bem. Estraga tudo.

Mania de ser bom moço, coisa chata. Eu nunca mais quero ouvir que você só tem olhos pra mim, ok? E nem o quanto você é bom filho. Muito menos o quanto você ama crianças. E trate de parar com essa mania horrível de largar seus amigos quando eu ligo. Colabora, pô. Tá tão fácil me ganhar, basta fazer tudo pra me perder. E lá vem ele dizer que meu cabelo sujo tem cheiro bom. E que já que eu não liguei e não atendi, ele foi dormir. E que segurar minha mão já basta. E que ele quer conhecer minha mãe. E que viajar sem mim é um final de semana nulo. E que tudo bem se eu só quiser ficar lendo e não abrir a boca.

Com tanto potencial pra acabar com a minha vida, sabe o que ele quer? Me fazer feliz. Olha que desgraça. O moço quer me fazer feliz. E acabar com a maravilhosa sensação de ser miserável. E tirar de mim a única coisa que sei fazer direito nessa vida que é sofrer. Anos de aprimoramento e ele quer mudar todo o esquema. O moço quer me fazer feliz. Veja se pode. E aí passa a maior gostosa na rua e ele lá, idolatrando meu nariz. E aí o celular dele toca e ele, putz, perdeu a ligação porque demorou trinta mil horas pra desvencilhar os dedos do meu cabelo. Com tanto potencial pra me dar uns tapas, o moço adora me fazer carinho com a ponta dos dedos. Não dá, assim não dá. Deveria ter cadeia pra esse tipo de elemento daninho. Pior é que vicia. Não é que acordei me achando hoje? Agora neguinho me trata mal e eu não deixo. Agora neguinho quer me judiar e eu mando pastar. Dei de achar que mereço ser amada. Veja se pode. Trinta anos servindo de capacho, feliz da vida, e aí chega um desavisado com a coxa mais incrível do país e muda tudo. Até assoviando eu tô agora. Que desgraça.Ontem quase, quase, quase ele me tratou mal. Foi por muito pouco. Eu senti que a coisa tava vindo. Cruzei os dedos. Cheguei a implorar ao acaso. Vai, meu filho. Só um pouquinho. Me xinga, vai. Me dá uma apertada mais forte no braço. Fala de outra mulher. Atende algum amigo retardado bem na hora que eu tava falando dos meus medos. Manda eu calar a boca. Sei lá. Faz alguma coisa homem! E era piada. Era piadinha. Ele fez que tava bravo. E acabou. Já veio com o papo chato de que me ama e começou a melação de novo. Eita homem pra me beijar. Coisa chata. Minha mãe deveria me prender em casa, me proteger, sei lá. Onde já se viu andar com um homem desses. O homem me busca todas as vezes, me espera na porta, abre a porta do carro. Isso quando não me suspende no ar e fala 456 elogios em menos de cinco segundos. Pra piorar, ele ainda tem o pior dos defeitos da humanidade: ele esqueceu a ex namorada. Depois de trinta anos me relacionando só com homens obcecados por amores antigos, agora me aparece um obcecado por mim que nem lembra direito o nome da ex. Fala se tão de sacanagem comigo ou não? Como é que eu vou sofrer numa situação dessas? Como? Me diz? Durmo que é uma maravilha. A pele está incrível. A fome voltou. A vida tá de uma chatice ímpar. Alguém pode, por favor, me ajudar? Existe terapia pra tentar ser infeliz? Outro dia até me belisquei pra sofrer um pouquinho. Mas o desgraçado correu pra assoprar e dar beijinho.

Tati Bernardi

... um único desejo para 2011.

domingo, 15 de agosto de 2010

eu defenestro, você defenestra, nós defenestramos...

Certas palavras têm o significado errado. Falácia, por exemplo, devia ser o nome de alguma coisa vagamente vegetal. As pessoas deveriam criar falácias em todas as suas variedades. A Falácia Amazônica. A misteriosa Falácia Negra. Hermeneuta deveria ser o membro de uma seita de andarilhos herméticos. Onde eles chegassem, tudo se complicaria.
- Os hermeneutas estão chegando!
- Ih, agora é que ninguém vai entender mais nada...
Os hermeneutas ocupariam a cidade e paralisariam todas as atividades produtivas com seus enigmas e frases ambíguas. Ao se retirarem deixariam a população prostrada pela confusão. Levaria semanas até que as coisas recuperassem o seu sentido óbvio. Antes disso, tudo pareceria ter um sentido oculto.
- Alo...
- O que é que você quer dizer com isso?
Traquinagem devia ser uma peça mecânica.
- Vamos ter que trocar a traquinagem. E o vetor está gasto.
Plúmbeo devia ser um barulho que o corpo faz ao cair na água. Mas nenhuma palavra me fascinava tanto quanto defenestração. A princípio foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia o seu significado, nunca lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar devia ser um ato exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um certo tom lúbrico. Galanteadores de calçada deviam sussurrar no ouvido das mulheres:
- Defenestras?
A resposta seria um tapa na cara. Mas algumas... Ah, algumas defenestravam. Também podia ser algo contra pragas e insetos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria, assim, defenestradores profissionais. Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerravam os documentos formais? "Nestes termos, pede defenestração..." Era uma palavra cheia de implicações. Devo até tê-la usado uma ou outra vez, como em:
- Aquele é um defenestrado.
Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada, era a palavra exata. Um dia, finalmente, procurei no dicionário. E aí está o Aurelião (dicionário do Aurélio Buarque) que não me deixa mentir. ¿ Defenestração¿ vem do francês ¿defenestration¿. Substantivo feminino. Ato de atirar alguém ou algo pela janela. Ato de atirar alguém ou algo pela janela! Acabou a minha ignorância mas não a minha fascinação. Um ato como este só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal, não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o ato de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada abaixo. Por que, então, defenestração? (...) Quem entre nós nunca sentiu a compulsão de atirar alguém ou algo pela janela? A basculante foi inventada para desencorajar a defenestração. Toda a arquitetura moderna, com suas paredes externas de vidro reforçado e sem aberturas, pode ser uma reação inconsciente a esta volúpia humana, nunca totalmente dominada. Na lua-de-mel, numa suíte matrimonial no 17º andar.
-Querida...
-Mmmm?
- Há uma coisa que preciso lhe dizer...
-Fala, Amor
-Sou um defenestrador.
E a noiva, em sua inocência, caminha para a cama: Estou pronta para experimentar tudo com você! TUDO! Uma multidão cerca o homem que acaba de cair na calçada. Entre gemidos, ele aponta para cima e babulcia:
- fui defenestrado...
Alguém comenta:
- Coitado. E depois ainda atiraram ele pela janela?
Agora mesmo me deu uma estranha compulsão de arrancar o papel da máquina, amassá-lo e defenestrar esta crônica. Se ela sair é porque resisti.
Crônica - Luís Fernando Veríssimo

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ah!...

Ok, estou tentando voltar a ter sentimentos... ‘encontrei’ um blog que há muito não é atualizado, assim como este que vocês leem [que bom que a reforma ortográfica acabou com esse maldito acento, né?], daí vi um texto, gostei e, descaradamente, copiei. rs

Há quem apoie o Pierrot, há quem se identifique com o Arlequim, mas vamos deixar a Colombina falar para ver o que ela quer da vida:

"Pudesse eu repartir-me e encontrar minha calma dando a Arlequim meu corpo e a Pierrot a minh’alma! Quando tenho Arlequim, quero Pierrot tristonho, pois um dá-me o prazer, o outro dá-me o sonho!Nessa duplicidade o amor todo se encerra: um me fala do céu... outro fala da terra!Eu amo, porque amar é variar, e em verdade toda a razão do amor está na variedade...Penso que morreria o desejo da gente, se Arlequim e Pierrot fossem um ser somente,porque a história do amor pode escrever-se assim: Um sonho de Pierrot, um beijo de Alerquim! "

*imagem: Cris vector =]

domingo, 13 de junho de 2010

é.. voltei.

... Okay! Primeiro post de 2010.
Tá bom, já sei que eu disse que iria postar algo... mas sei lá.. antes a desculpa era de que a facul tomava todo o tempo, mas e agora? É, sou enrolada, já sei.
Estou ouvindo Wagner Moura cantar Creep, até bom.. ficou brega, beem brega, mas é o Wagner Moura, né?! aiai...
Ontem foi dia dos namorados e eu fui comemorar num aniversário de criança. Ir em festas infantis é beem divertido, principalmente quando é no dia dos namorados e não se tem um namorado para gastar dinheiro comemorar.
E a Copa do mundo começou... até começo a gostar de futebol mas não tenho paciência para ver três jogos seguidos... credo! Sensação enorme de tempo perdido... CALA BOCA GALVAO está entre os TTWorld no Twitter e os ‘gringos’ acham que é o novo single da Lady Gaga ou que Galvão é o nome de uma ave em extinção [http://tinyurl.com/394q4k2], pasmem! Se bem que... melhor seria se o Galvão entrasse em extinção de vez, né?
Enfim... vou escrever mais. Prometo.
E os próximos terão sentido, assim como me (des)ensinaram na faculdade. =]

sexta-feira, 27 de março de 2009

Atualizações

Tá bom, tá bom! Sei que preciso atualizar isso aqui de vez enquando. Mas é que as vezes me falta, faltam palavras, faltam idéias, falta inspiração. Acho que a famosa luz está apagada. Irei acendê-la. Prometo! Até daqui a pouco!

sábado, 12 de abril de 2008

Você descrita em meia dúzia de palavras bonitas e algo mais:

Complexa Amável Verdadeira Incomparável Esperta Sensível Passe novamente com seus longos cabelos formado de anéis, com seu jeito vezes introvertido, vezes engraçado; passe com seu ar esnobe que me fascina. Sabe ser sarcástica como ninguém. A ironia negra, escondida por entre os risos, flui clara e repetidamente em cada comentário ferrenho, na hora de piadas e graças. Mas isso não deturpa sua beleza, não fere a minha idolatria. Única e completa na verdade e nas mentiras das palavras, cada uma em sua hora, seu lugar. À primeira vista, tímida. Mais tarde, risonha, sapeca, piadista e bêbeda. Forte de corpo e de alma, de voz e atitude. Fala sonsa, quase morta, quase caída, olhar seco, curto, pequeno. Sorriso incandescente estendido no rosto. Um sorriso que desmorona, sara, apaixona e arde. Arde feio, feito coisas que acontecem sem acontecer. Feito poemas criados na solidão de uma noite. Feito suicídios arquitetados na precipitação de um dia. Passe novamente com seus longos cabelos formado de anéis. Passe com o seu perfume de flor amadurecida. Passe com a sua vida de menina, com o seu corpo de mulher. Passe por entre os caminhos que eu vejo. Passe por entre as pessoas que conheço. Passe com a verdade que estampa seu olhar, que lava suas mãos, que a faz tão realmente linda. Passe com a sua altura mediana, seu corpo proporcionalmente perfeito para você, sua boca sobrepujante, seu olhar in fine, seu tudo, que tudo em mim completaria se o deixasse. Passe novamente com seus longos cabelos formado de anéis, com seu jeito vezes introvertido, vezes engraçado; passe com seu ar esnobe que me fascina. EU DESCRITO EM UMA ÚNICA PALAVRA BONITA: Você. [Por Manuh Almeida]

Cognoscere

Conhecer.
Palavra complexa essa!
Quando podemos verdadeiramente fazer uso desse verbo?
Eu antes acreditava, que conhecer alguém não passava do simples ato de trocar meia dúzia de vocábulos, hoje
percebo que ‘conhecer’ é uma fonte inesgotável de sentidos e aplicações.
Você realmente conhece quem está ao seu lado?
(?)
Sabe dos seus temores, das suas alegrias, seus desejos, sonhos...
Sabe daquilo que o faz tranqüilo, da sua comida favorita, de como coloca o travesseiro entre as pernas para
dormir
De como meche no cabelo para ‘flertar’, como os olhos mudam de cor quando encontram o sentido da
inspiração
Como aquele cheiro de chiclete de morango, com um toque charmoso de cigarro o faz sentir “em casa”
Sabe que ela não consegue concentrar-se em nada, mas ao seu lado todos os devaneios deixam de ser mera
utopia
Conhecer alguém é complexo, porque as pessoas são complexas (por mais simples que elas queiram
transparecer...)!
Quem pode garantir que as palavras que saem da boca ou das pontas dos dedos, realmente são as verdades
implícitas no coração?
Subjetividade
Acredito que a existência humana está intimamente ligada a subjetividade.
E não é ela, a mais fácil das verdades?
Não permitir que alguém entre no seu “eu”, que não participe das suas ânsias (e elas existem?) de vida, isso
sim é o correto.
Quem não te conhece
Não te fere
É impossível ferir quando se desconhece o inimigo, certo?
Errado.
(?)
O que há por detrás dos olhos dele
Como pode você, saber se a sua fantástica jogada de cabelo ou o seu sorriso plástico não o ferem
Então me diz, por que não se permitir?
Por que não deixar que te conheçam (nas mais completas definições que o verbo pode ter)?
O que temes?
Temes?
As interrogações são necessárias para que você possa entender, que também há quem não entenda...
Que não conhece
Que não se conhece
Ser introspectiva é um mistério a ser desvendado, esse é o seu charme.
Admiro isso em você, como admiro os seus cachos amassados quando acorda.
20 anos tornou-se um pouco mais de 20 minutos que te conheço... Só consigo mostrar o sorriso que vejo
A risada
A cicatriz
Os cachos
O aparelho móvel
As unhas negras
...
[Por Biah Cerqueira]